Vigilância sanitária: a rede que acompanha cada etapa do dia da população brasileira
Instituído pela Lei nº 13.098/2015, o Dia Nacional da Vigilância Sanitária é celebrado em 5 de agosto, data que homenageia o nascimento do médico sanitarista Oswaldo Cruz. Mais do que uma data comemorativa, esse marco reforça a extensão de uma atuação regulatória que, embora frequentemente associada à fiscalização punitiva, opera de forma contínua e silenciosa em praticamente todas as etapas do cotidiano da população.
Uma rede de proteção, seis frentes de atuação
A vigilância sanitária acompanha o consumidor brasileiro mesmo quando ele não percebe:
▪ a segurança alimentar, desde o no café da manhã, é assegurada desde o monitoramento de resíduos de agrotóxicos até a rotulagem nutricional dos produtos;
▪ na higiene pessoal, cosméticos como sabonetes, cremes dentais e protetores solares passam por regulação que impede a chegada de substâncias nocivas ao consumidor final;
▪ na farmácia e no posto de saúde, medicamentos e imunizantes são certificados quanto à eficácia e à segurança, assim como a rede de doação de sangue, tecidos e órgãos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS);
▪ em hospitais e clínicas, equipamentos como respiradores, monitores cardíacos e insumos cirúrgicos dependem de aprovação prévia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para entrar em operação;
▪ nos cuidados domésticos, saneantes como desinfetantes e detergentes passam por análises laboratoriais que comprovam sua segurança;
▪ em portos, aeroportos e fronteiras, equipes atuam de forma ininterrupta para impedir a entrada de insumos adulterados ou proibidos e conter a propagação de agravos sanitários.
Uma atuação em rede, nacional e internacional
Para cobrir a extensão continental do território brasileiro, o país conta com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), coordenado pela Anvisa e composto por vigilâncias sanitárias estaduais, municipais e do Distrito Federal, cada uma com autonomia para emitir licenças de funcionamento e realizar inspeções locais.
No cenário internacional, a Anvisa atua em sintonia com as principais agências reguladoras globais. Essa convergência regulatória permite que padrões técnicos rigorosos facilitem o comércio internacional de forma segura e garantam à população brasileira o acesso a inovações tecnológicas de ponta — seja na contenção de emergências sanitárias, como a pandemia de Covid-19, seja na interdição rápida de produtos adulterados, como nos casos de contaminação por metanol.
Impacto econômico e regulatório
A atuação da vigilância sanitária ultrapassa a dimensão da fiscalização e se converte em um fator relevante para a economia e a inovação do país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os produtos e serviços sujeitos à regulação da Anvisa e do SNVS correspondem a 22,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro — um indicador que evidencia a centralidade dessa estrutura regulatória para o setor produtivo e para a segurança sanitária da população.
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